" Construo o pensamento aos pedaços: cada
ideia que ponho em cima da mesa, é uma parte do
que penso; e ao ver como cada fragmento se
torna um todo, volto a parti-lo, para evitar
conclusões."
ideia que ponho em cima da mesa, é uma parte do
que penso; e ao ver como cada fragmento se
torna um todo, volto a parti-lo, para evitar
conclusões."
Nuno Júdice, Pedro Lembrando Inês, Publicações Dom Quixote
evitar.
passo a minha vida, ou boa parte dela, a evitar. evitar a qualquer custo. qualquer coisa. evita, é a palavra que mais ouço. é o que mais me pedem. evita. e assim me vou desmotivando pelo caminho. evitando tudo. evitando todos. evitando-me a mim mesma. para mim, basta-me viver. até isso, evito. para o bem maior de alguém. não serei eu esse alguém. (deveria ser eu. deveria ser eu?). evito sequer esse pensamento. atiro-o para cima da mesa, partido em pedaços.
evitar.
evita comer, beber, fumar. evita gostar, sair, falar. evita olhar, perguntar, sentir. evita amar. evita, sobretudo, amar alguém. é pecado, maldição. evita tocar, abraçar, sorrir. evita chorar, sofrer. evita emoções, sensações. evita viver. não precisas disso. não deverias precisar disso. há pessoas que não precisam. - enumerações de algumas - evita. natal, evita. fim de ano, evita. qualquer outro dia ou data, evita a qualquer custo. a custo da tua própria vida.
vida? que vida?
não interessa. evita.
a palavra, ao fim de um certo uso, cai no chão sem significado. o momento apropria-se dela. usurpa-lhe os sentidos. já não sei se à palavra se à pessoa. de qualquer forma, não interessa. estão as duas sem vida, já. a pessoa e a palavra.
e por momentos, cai o silêncio nesta esfera de vidro que contemplo. assusto-me (o silêncio Às vezes assusta-me), e a esfera de vidro escorrega-me das mãos e parte-se em mil pedaços no chão. instintivamente, apanho os pedaços (todos?) e as minhas mãos procuram na gaveta mais próxima a famosa cola que cola tudo - madeira, cartão, couros e vidro. e colo os pedaços de vidro da minha vida, à espera que ninguém se aperceba que se partiram. e, mais uma vez, evito o que quer que seja preciso evitar.
para mim, basta-me viver. mesmo com o coração desfeito em mil pedaços. mesmo evitando as conclusões óbvias e necessárias. até um dia.

passo a minha vida, ou boa parte dela, a evitar. evitar a qualquer custo. qualquer coisa. evita, é a palavra que mais ouço. é o que mais me pedem. evita. e assim me vou desmotivando pelo caminho. evitando tudo. evitando todos. evitando-me a mim mesma. para mim, basta-me viver. até isso, evito. para o bem maior de alguém. não serei eu esse alguém. (deveria ser eu. deveria ser eu?). evito sequer esse pensamento. atiro-o para cima da mesa, partido em pedaços.
evitar.
evita comer, beber, fumar. evita gostar, sair, falar. evita olhar, perguntar, sentir. evita amar. evita, sobretudo, amar alguém. é pecado, maldição. evita tocar, abraçar, sorrir. evita chorar, sofrer. evita emoções, sensações. evita viver. não precisas disso. não deverias precisar disso. há pessoas que não precisam. - enumerações de algumas - evita. natal, evita. fim de ano, evita. qualquer outro dia ou data, evita a qualquer custo. a custo da tua própria vida.
vida? que vida?
não interessa. evita.
a palavra, ao fim de um certo uso, cai no chão sem significado. o momento apropria-se dela. usurpa-lhe os sentidos. já não sei se à palavra se à pessoa. de qualquer forma, não interessa. estão as duas sem vida, já. a pessoa e a palavra.
e por momentos, cai o silêncio nesta esfera de vidro que contemplo. assusto-me (o silêncio Às vezes assusta-me), e a esfera de vidro escorrega-me das mãos e parte-se em mil pedaços no chão. instintivamente, apanho os pedaços (todos?) e as minhas mãos procuram na gaveta mais próxima a famosa cola que cola tudo - madeira, cartão, couros e vidro. e colo os pedaços de vidro da minha vida, à espera que ninguém se aperceba que se partiram. e, mais uma vez, evito o que quer que seja preciso evitar.
para mim, basta-me viver. mesmo com o coração desfeito em mil pedaços. mesmo evitando as conclusões óbvias e necessárias. até um dia.

Olá Liliana!
ResponderEliminarEncontrei o seu blog, através do blog da "Família Bond". Este post é muito real e verdadeiro.
Quantas vezes, nós evitamos dizer o que sentimos, com medo de magoar a outra pessoa e com o que os outro possam pensar. Tantas vezes, damos por nós a "colar" os bocados da nossa Vida que "partimos", sem pensar, ou mesmo pensando, mas depois nos arrependemos.
A vida, creio eu, não é justa para ninguém. Ninguém poderá dizer que está satisfeito com a vida que tem. Mas todos queriam ter uma melhor. Todos procuramos o "Santo Graal": A Felicidade. Só que o que poucos ainda desconhecem é que a "Felicidade" não passa, infelizmente, de pura utopia.Por mais que a procuremos, jamais a alcançaremos.
Beijinhos e continue com o excelente trabalho.
Obrigada!
ResponderEliminarMomentos há, em que penso que a vida é injusta. Mas ultimamente dou comigo a pensar: quanto mais penso de forma negativa, mais atraio até mim situações desagradáveis!
Não há vidas perfeitas. Não há pessoas perfeitas. Mas a vida não é injusta - cada dia que passa percebo isso melhor! A vida dá-nos aquilo que nós pedimos, consciente ou inconscientemente. A vida retribui-nos por cada acção que fazemos - sempre em igual medida.
Se pedimos paz, recebemos paz. Se pedimos dor, a vida dá-nos dor. Aquilo que pedimos à vida, ao universo, a deus (a quem quer que seja), é-nos sempre devolvido na mesma "moeda". :)
A felicidade é possível. Todos os dias. Não existe é um estado de felicidade plena. Existem, sim, momentos plenos de felicidade! E há que saber aproveitá-los, ficar gratos por cada um deles.
É preciso acordar de manhã com fé, que o nosso dia será recheado de felicidade. E é preciso adormecer à noite, com o coração repleto de gratidão!
A vida será mais leve, mais "justa" - muito mais plena de felicidade!! :)
Um abraço e, mais uma vez, um sincero obrigada pelas palavras!