Nunca me imaginei a chegar aos trinta e sentir-me como me sinto hoje. Julgava poder manter o fulgor da juventude, a força de espírito e o corpo em forma. A verdade é que os trinta estão apenas a uns passos e eu sinto-me cansada, desanimada e triste, como nunca antes me tinha sentido.
Não é o número que me assusta, nem mesmo os quilos a mais, mas todas as implicações inerentes a isso que se reflectem na minha saúde. Quem bem me conhece sabe que sou a modos que "alérgica" a medicamentos... Era desmazelada ao ponto de comprar os medicamentos e não seguir com o tratamento até ao fim... Incauta ao ponto de sofrer com as dores e afirmar que "isto não é nada, vai passar"...
Depois de tanta resistência à dor e aos medicamentos prescritos sem receita médica, fui ao médico de família para me passar uns exames. Quando estamos afastados do sistema de saúde até nos esquecemos de como tudo funciona. Mas assim que precisamos de ajuda urgente... Cai o carmo e a trindade, e só se consegue consulta num outro médico, que ali vem em part-time... E esse médico das horas vagas é só mesmo isso - ocupa um espaço vazio no horário da unidade de saúde familiar (vulgo, posto médico). E é com pompa e circunstância (e até alguma arrogância sem classe) que me diz que não vale a pena fazer nenhum exame, se já me foi diagnosticada uma hérnia há uns anos atrás, que tenho de aguentar... Ladies and gentlemen, não há pachorra nem boa educação para gente deste calibre... mas, enfim, lá consegui manter a compostura e "implorei" por um exame, que marcou ao fim de uns quantos pedidos meus...
Feito o exame e recebidos os resultados, tive de marcar consulta num médico especialista em doenças de ossos e reumatismos - se queremos saber o que se passa realmente connosco, temos de o pagar do nosso bolso...). E é fascinante perceber que, assim como há maus profissionais (aliás, não são de todo profissionais, se o fossem, não seriam maus...), também há muito bons profissionais.
Resultado: novo exame para fazer, para confirmar o diagnóstico, exame esse que tenho de marcar com o meu médico de família, que não tem vagas para consultas até final de Outubro... (suspiro grande e pausado) ... Por isso, aqui estou eu, à espera de uma marcação para pedir encarecidamente à médica que me atender ("exigi" ser atendida por outro médico ou médica que não aquele último...), para daqui a seis semanas, more or less, voltar ao médico especialista. Ao contrário de outros, que até um diagnóstico errado me deram (não tenho hérnia nenhuma...), este quer "estudar o meu caso", porque já tem mais de doze mil pacientes e já viu de tudo.
Tudo isto para dizer uma coisa simples: quando somos novos, com o sangue na guelra, fazemos as coisas que bem nos apetecem, sem medo de sofrer as consequências. Esquecemo-nos que o corpo tem limites e que, ultrapassados esses limites, há que ter cuidados. Pensamos ser capazes de aguentar tudo e nada nos abala. Com a saúde não se brinca e, por vezes, aprendemos essa lição da forma mais dura.
E depois de aprendermos as lições todas, aprendemos também a viver mais o momento. Sem desperdiçar o tempo e as oportunidades.
...desde que o medo não ataque e nos paralize...

Resultado: novo exame para fazer, para confirmar o diagnóstico, exame esse que tenho de marcar com o meu médico de família, que não tem vagas para consultas até final de Outubro... (suspiro grande e pausado) ... Por isso, aqui estou eu, à espera de uma marcação para pedir encarecidamente à médica que me atender ("exigi" ser atendida por outro médico ou médica que não aquele último...), para daqui a seis semanas, more or less, voltar ao médico especialista. Ao contrário de outros, que até um diagnóstico errado me deram (não tenho hérnia nenhuma...), este quer "estudar o meu caso", porque já tem mais de doze mil pacientes e já viu de tudo.
Tudo isto para dizer uma coisa simples: quando somos novos, com o sangue na guelra, fazemos as coisas que bem nos apetecem, sem medo de sofrer as consequências. Esquecemo-nos que o corpo tem limites e que, ultrapassados esses limites, há que ter cuidados. Pensamos ser capazes de aguentar tudo e nada nos abala. Com a saúde não se brinca e, por vezes, aprendemos essa lição da forma mais dura.
E depois de aprendermos as lições todas, aprendemos também a viver mais o momento. Sem desperdiçar o tempo e as oportunidades.
...desde que o medo não ataque e nos paralize...

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